quarta-feira, 18 de dezembro de 2013



 
REVOLUÇÃO RUSSA
 
 
Olá Pessoal, 

Estamos de volta para mais um post semanal sobre História Contemporânea, o tema de hoje será: Revolução Russa que foi uma Revolução proletária e socialista, um exemplo da abundante força da aliança operária e camponesa que conquistou o poder de Estado na Rússia.
“Camaradas! A revolução operária e camponesa, de cuja necessidade os bolcheviques sempre falaram, realizou-se. Que significado tem esta revolução operária e camponesa? Em primeiro lugar, o significado desta revolução consiste em que teremos um governo soviético, o nosso próprio órgão de poder, sem qualquer participação da burguesia. As próprias massas oprimidas criarão o poder. Será destituído de raiz o velho aparelho de Estado e será criado um novo aparelho governativo sob a forma das organizações soviéticas. Começa agora uma nova fase na história da Rússia, e a presente revolução russa, a terceira, deve em última análise conduzir à vitória do socialismo.”
 
Lênin, afirmava na reunião do Soviete de Deputados Operários e Soldados de Petrogrado, em 7 de novembro (25 de outubro)

Em 1894, subiu ao trono russo o czar Nicolau II. Desde o século XVI, o país era uma monarquia absolutista. As condições de vida da maior parte dos camponeses eram péssimas. Os problemas internos da Rússia se agravaram ainda mais após a guerra Russo-Japonesa (1904-1905). A derrota diante dos japoneses mergulhou a Rússia numa grave crise econômica e aumentou o descontentamento de diferentes grupos sociais com o czar Nicolau II. Começaram a ocorrer greves e movimentos reivindicatórios, duramente reprimidos pela polícia czarista.
Em agosto de 1914 a Rússia entrou na Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha e a Áustria-Hungria. A guerra agravou a situação econômica e social do país, grupos revolucionários já desenvolviam intensa atividade nas cidades, reativando os sovietes de trabalhadores, com o objetivo explícito de tomar o poder. Naquele momento, três grupos e três diferentes propostas políticas se defrontavam pelo poder:

* O Partido Democrático Constitucional:  partido da burguesia e da nobreza liberal, favorável à continuação da guerra e ao adiamento de quaisquer modificações sociais e econômicas.
* Os bolcheviques - maioria, em russo -, que defendiam o confisco das grandes propriedades, o controle das indústrias pelos operários e a saída da Rússia da guerra. Seus dois principais líderes eram Vladimir Lenin e Leon Trotski.
* Os mencheviques - minoria, em russo -, que, embora contrários à guerra, não admitiam a derrota da Rússia. Divididos internamente e indecisos quanto aos rumos que o país deveria tomar, foram perdendo importância política.
Os sovietes da Rússia, reunidos em Congresso, confirmavam o triunfo da revolução, confiando o poder a um Conselho de Comissários do Povo. O Conselho era presidido por Lenin.

As primeiras medidas do governo revolucionário foram:

* Retirada da Rússia da guerra;
* Eliminação das grandes propriedades rurais;
* controle das fábricas pelos trabalhadores;
* Criação do Exército Vermelho, com a finalidade de defender o socialismo contra inimigos internos e externos.

Logo depois, os bolcheviques adotaram o sistema de partido único: Partido Comunista.
  Após a tomada do poder pelos revolucionários, a Rússia viveu ainda três anos de guerra civil. Nesse processo, a participação de Leon Trotski, um dos mais importantes líderes da revolução, foi fundamental. Com o apoio popular, as tropas revolucionárias enfrentaram o Exército Branco, composto por antigos oficiais do czar e prisioneiros do exército austríaco. Além disso, enfrentaram tropas de países europeus, que temiam que a revolução socialista se espalhasse pelo continente.
Qual o legado deixado pela Revolução Russa?
 
O que consideramos como legado da revolução russa, é a ideia de que o capitalismo não é eterno, há possibilidade de se fazer uma revolução e abolir os fundamentos econômicos e sociais do capitalismo. A revolução de Outubro destruiu o mito de que o capitalismo é a forma natural e absoluta da sociedade. É possível uma revolução socialista dos trabalhadores, e isso vai inspirar lutas pelo século XXI a fora. O que consideramos como legado da revolução russa, é a ideia de que o capitalismo não é eterno, há possibilidade de se fazer uma revolução e abolir os fundamentos econômicos e sociais do capitalismo.
A revolução de Outubro destruiu o mito de que o capitalismo é a forma natural e absoluta da sociedade. É possível uma revolução socialista dos trabalhadores, e isso vai inspirar lutas pelo século XXI a fora. Outra questão é que durante muito tempo no século XX, tanto o movimento comunista, como suas várias oposições, tinham a tendência de fazer da revolução Russa o modelo único de luta revolucionária. As revoluções nunca se repetem, cada revolução é uma invenção, uma criação do povo oprimido que se revolta, por mais que ela possa aprender, se inspirar com as anteriores, mas sempre há um processo de inovação que é imprevisível. A experiência soviética não pode ser esquecida. As conquistas econômicas e sociais trazidas pela Revolução de 1917 voltam a ser relembradas como modelo de transformações sociais e culturais de interesse da classe operária e campesina, em fim, de toda coletividade.
  

          BRAUDEL, Fernand. A falência da paz: 1918-1939. Conferência pronunciada na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo. Revista de História, São Paulo, n. 6, 1951.
VISENTINI, P. As disputas com os novos projetos estratégicos (1914-1945). In: VISENTINI, Paulo & PEREIRA, Analúcia. História Mundial Contemporânea. (1776 -1991). Brasília: IBr, 2006.



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013


 
 
Olá pessoal,
Estamos de volta para continuarmos dividindo com vocês nossas experiências em sala de aula na disciplina História Contemporânea, esta semana o tema da nossa aula foi Primeira Guerra Mundial, e hoje no blog iremos discutir um pouquinho sobre o que foi esse grande confronto mundial.
Primeira Guerra Mundial  
 

 
Ao final do século XIX e início do século XX, a Europa dominava enormes territórios espalhados por todo o mundo, mas fortes rivalidades imperialistas levaram as grandes potências coloniais européias a entrar em conflito. As crises que daí resultaram deram inicio em 1914, a uma guerra que acabou por envolver quase todo o mundo ocidental e que durou 4 longos anos. O continente mais afetado pela guerra foi a Europa. Perdas humanas e materiais provocaram o declínio deste continente, passando os Estados Unidos a assumir papel principal na política e economia mundial.
Podemos dizer que as principais causas foram: a disputa por lucros, o choque de imperialismos, e o nacionalismo extremado, o conflito colocou frente a frente dois blocos antagônicos, a Tríplice Aliança (Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália) e Tríplice Entente (Reino Unido, França e Rússia), posteriormente novos países, inclusive o Brasil, entraram no conflito.
       O início da guerra foi cercado por uma enorme euforia por parte dos combatentes, euforia essa, que após se darem conta da violência e poder de destruição da guerra, em grande parte causado pelo uso de novas tecnologias e armas como aviões, submarinos, lança-chamas e blindados, acabou sendo substituída pela agonia e a desesperança, somando-se a isso temos o impasse gerado pelo conflito, nenhum país conseguia vitórias significativas e a guerra, que todos imaginavam que seria rápida, entrou numa fase que ficou conhecida como Guerra de Trincheiras, essa foi à fase mais dura e desgastante do conflito. 
       Posteriormente, os EUA, que até então só havia lucrado com a guerra, entra na guerra e da vantagem a tríplice entente, que aos poucos vai fazendo com que os aliados da Alemanha se rendessem e ao se verem isolados no conflito, os alemães assinam o armistício em condições bastante desvantajosas.
       Entre os vários acordos de paz assinados pela Alemanha, podemos enfatizar o Tratado de Versalhes, que impôs severas sanções à Alemanha. A guerra gerou aproximadamente 10 milhões de mortos, o triplo de feridos, arrasou campos agrícolas, destruiu indústrias, além de gerar grandes prejuízos econômicos.
A Primeira Guerra foi uma guerra sem fim
Por tudo que vimos acima o fim da Primeira Guerra Mundial não criou um ambiente de paz, ao contrário disso, ampliou as rivalidades existentes desde o período imperialista, especialmente nos alemães que passaram a desejar vingança.
Com isso, as chamas da Guerra se manteriam acesas. Com o caminho estando aberto para que regimes autoritários assumissem o controle em várias nações européias, entre elas Alemanha (Hitler) e Itália (Mussolini).
Referências
 
HEES, Carlos Renato. A Grande guerra - um cenário inumano. Disponível: <guaiba.ulbra.br/seminario/eventos/2011/artigos/historia/seminario/860.pdf>. Acesso em 09 out 2013.

Textos auxiliares: PARADISO, José. Prefácio para Norman Angell - a Grande Ilusão. Brasília: FUNAG, 2002. P. IX-LI. THOMSON, David. Pequena História do Mundo Contemporâneo. Rio de Janeiro: Zahar, 1971.
 

 

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Nossa Primeira Postagem





     
Cibercultura

Olá pessoal!


O nosso blog vai discutir e analisar temas referentes à História Contemporânea, de início um breve conceito sobre o que vem a ser História Contemporânea. A Idade Contemporânea é um tempo histórico em aberto Compreendendo o final do século XVIII até os dias atuais.

Nessa primeira postagem, vamos compartilhar com vocês nossas experiências em sala de aula na disciplina “História Contemporânea II” ministrada pelo professor Daniel Chaves na Universidade Federal do Amapá-UNIFAP. De forma geral o professor sintetizou as metodologias que serão utilizadas em sala de aula durante o semestre e os métodos avaliativos como, por exemplo, um novo e inédito recurso em nossa graduação que foi o blog onde por meio dele seremos avaliados.

O professor apresentou um novo e interessantíssimo recurso visual para ilustrar as aulas, o “Prezi” que é um software utilizado para a criação de apresentações não lineares, e poderá substituir o comumente utilizado Power Point, essa inovação aliada ao uso do blog como metodologia de ensino com certeza configurou uma nova dinâmica e olhar referente às aulas, e ao se falar nessa inserção das novas tecnologias em sala de aula lembramos, da “Cultura virtual” ou “Cibercultura” que possibilita inovação dos professores em executar sua aula com as novas tecnologias e maior motivação nos alunos.

Mas o que é Cibercultura?

 É uma forma de cultura que surgiu junto com o desenvolvimento das tecnologias digitais, que por sua vez ganha cada vez mais espaço entre a sociedade moderna o e uma grande ligação entre, praticamente, todas as formas de cultura existentes no mundo. Ou seja, a Cibercultura é a cultura contemporânea fortemente marcada pelas tecnologias digitais.

Ela é o que se vive hoje. Home banking, cartões inteligentes, voto eletrônico, pages, palms, imposto de renda via rede, inscrições via internet, etc. provam que a Cibercultura está presente na vida cotidiana de cada indivíduo.

De acordo com Patrick Mendelsohn (1997) os recursos tecnológicos são parte de nossa cultura e devem estar na sala de aula porque fazem parte do cotidiano das pessoas no trabalho, no lazer, em casa, na sociedade. “Se a escola ministra um ensino que aparentemente não é mais útil para uso externo, corre o risco de desqualificação”. Uma escola atrativa e contemporânea aos interesses dos alunos requer equipamentos tecnológicos e professores capacitados a incorporá-los na prática pedagógica, na atualidade são reduzidas as possibilidades de fazer-se educação de qualidade sem considerar tais preceitos.

Uma aula dinâmica tem a participação do aluno como sujeito na construção do conhecimento, na busca de informações para comprovar seus argumentos. Sendo este estudante de um tempo das tecnologias digitais, tais recursos tornam-se imprescindíveis.

Para se aprofundar mais na temática ver:


PATRICK MENDELSOHN, (suplemento de informática de L’Hebdo, dezembro de

1997, p. 12), Retirado do livro, Novas Competências para Ensinar, Philippe Perrenoud.


www.youtube.com/watch?v=ijSDqstB1nk

Autoras: Lilian Lacerda
            Maiside Figueredo