Os Rebeldes com Causas
Movimentos Sociais em 1968
Olá!
E no post dessa semana
iremos falar sobre os movimentos sociais de 1968. O ano de 1968 foi o ano louco
e inexplicável do nosso século. Deu-se uma espécie de furacão humano, uma gritante
insatisfação juvenil, que varreu o mundo em todas as direções.
O
ano de 1968 entrou para a história como o ano das revoluções. Os protestos
iniciaram na França, onde centenas de estudantes ocuparam a Universidade de
Nanterre. Esses movimentos em París abriram caminhos para os debates na Europa
e em várias regiões do mundo, que ganharam uma dimensão ainda maior com a
ampliação das revoltas para a classe trabalhadora. Esses movimentos
representaram o auge de um momento histórico de intensas transformações
políticas, culturais e comportamentais que marcaram a segunda metade do século
20.
O
maio de 68 foi uma resposta política para a situação mundial. Os manifestos
emergiram como um movimento de contracultura, criticando valores de consumo,
machismo, racismo, liberdade de expressão, liberdade sexual, liberdades
políticas. Em uma de suas pichações diziam que a ação não deve ser uma reação,
senão uma criação!
Ocorreram
manifestações e greves por toda a Europa. Na Espanha, Alemanha Ocidental e
Bélgica, universidades foram ocupadas e estudantes entraram em confronto com a
polícia. Na Itália, cerca de 3.000 estudantes ocuparam a sede do jornal
"Corriere della Serra", posteriormente, cerca de 1 milhão de
trabalhadores entram em greve. A onda de greves foi fundamental para o
fortalecimento das manifestações.
E no
Brasil assim como o resto do mundo a população também estava insatisfeita, as
rebeliões da década de 60 foram mais ligadas a questões políticas, em virtude
do golpe militar (1964-1989). O alto das rebeliões ocorreu com a Passeata dos
Cem Mil, no Rio de Janeiro, em 26 de junho, quando foi realizado o mais
importante protesto contra a ditadura militar até então. A manifestação,
iniciada a partir de um ato político na Cinelândia, pretendia cobrar uma
atitude do governo frente aos problemas estudantis e, ao mesmo tempo, refletia
a insatisfação crescente com o governo militar. Dela, participaram também
intelectuais, artistas, padres e um grande número de mães.
Muitos
especialistas e militantes da esquerda dizem que as jornadas de junho de 2013
no Brasil e um novo maio de 1968 onde a força das ruas novamente protagoniza
mudanças fundamentais na sociedade mostrando o fio de continuidade na história
dos indignados. Cabe a nossa geração o legado das transformações!
Para
saber mais:
Ler:
SPEKTOR, Matias. Globalização e Estado nas
revoluções globais de 1968: Irã, Brasil e Indonésia. Estudos
Históricos, Vol. 23, No. 46, 2010.
GROPPO, Luis Antonio. A
revolta mundial da Juventude e o Brasil. Disponível em: www.fpabramo.org.br/uploads/Especial68Revolta_e_juventude.pdf.
Acesso 11 out 2013.
Ver:
1968, O Mundo em revolta. disponivél em: http://www.youtube.com/watch?v=iweCk3rYhK0
Depois de Maio, Volta a Paris de 1968. disponivél em: http://jovempan.uol.com.br/videos/entretenimento/cinema/70624-depois-de-maio-volta-a-paris-de-1968.html


