quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014


Os Rebeldes com Causas

Movimentos Sociais em 1968

 

Olá!

E no post dessa semana iremos falar sobre os movimentos sociais de 1968. O ano de 1968 foi o ano louco e inexplicável do nosso século. Deu-se uma espécie de furacão humano, uma gritante insatisfação juvenil, que varreu o mundo em todas as direções.
O ano de 1968 entrou para a história como o ano das revoluções. Os protestos iniciaram na França, onde centenas de estudantes ocuparam a Universidade de Nanterre. Esses movimentos em París abriram caminhos para os debates na Europa e em várias regiões do mundo, que ganharam uma dimensão ainda maior com a ampliação das revoltas para a classe trabalhadora. Esses movimentos representaram o auge de um momento histórico de intensas transformações políticas, culturais e comportamentais que marcaram a segunda metade do século 20.
O maio de 68 foi uma resposta política para a situação mundial. Os manifestos emergiram como um movimento de contracultura, criticando valores de consumo, machismo, racismo, liberdade de expressão, liberdade sexual, liberdades políticas. Em uma de suas pichações diziam que a ação não deve ser uma reação, senão uma criação!
Ocorreram manifestações e greves por toda a Europa. Na Espanha, Alemanha Ocidental e Bélgica, universidades foram ocupadas e estudantes entraram em confronto com a polícia. Na Itália, cerca de 3.000 estudantes ocuparam a sede do jornal "Corriere della Serra", posteriormente, cerca de 1 milhão de trabalhadores entram em greve. A onda de greves foi fundamental para o fortalecimento das manifestações.

E no Brasil assim como o resto do mundo a população também estava insatisfeita, as rebeliões da década de 60 foram mais ligadas a questões políticas, em virtude do golpe militar (1964-1989). O alto das rebeliões ocorreu com a Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, em 26 de junho, quando foi realizado o mais importante protesto contra a ditadura militar até então. A manifestação, iniciada a partir de um ato político na Cinelândia, pretendia cobrar uma atitude do governo frente aos problemas estudantis e, ao mesmo tempo, refletia a insatisfação crescente com o governo militar. Dela, participaram também intelectuais, artistas, padres e um grande número de mães.
 
 
Muitos especialistas e militantes da esquerda dizem que as jornadas de junho de 2013 no Brasil e um novo maio de 1968 onde a força das ruas novamente protagoniza mudanças fundamentais na sociedade mostrando o fio de continuidade na história dos indignados. Cabe a nossa geração o legado das transformações!

Para saber mais:
Ler:
SPEKTOR, Matias. Globalização e Estado nas revoluções globais de 1968: Irã, Brasil e Indonésia. Estudos Históricos, Vol. 23, No. 46, 2010.
GROPPO, Luis Antonio. A revolta mundial da Juventude e o Brasil. Disponível em: www.fpabramo.org.br/uploads/Especial68Revolta_e_juventude.pdf.  Acesso 11 out 2013.
Ver:
1968, O Mundo em revolta. disponivél em: http://www.youtube.com/watch?v=iweCk3rYhK0


Nenhum comentário:

Postar um comentário