AMAZÔNIA
NA GUERRA FRIA
Olá,
Estamos
de volta para abordar mais um tema de nossas aulas de História Contemporânea, e
como estamos vindo de uma sequência de textos que abordam a guerra fria
resolvemos continuar falando do tema,agora destacaremos um pouquinho o papel da
Amazônia na guerra fria.
A
Amazônia tem uma importância fundamental no cenário mundial tanto pelas
vantagens econômicas da região, como pela necessidade de segurança, vital para
qualquer esforço de integração regional, é a maior floresta preservada do planeta, com
extensão de mais de cinco milhões de km2, onde vivem cerca de 25% das espécies
animais e vegetais da terra,despertando assim, não apenas os interesses econômicos
de vários países , mas também seu desejo de adquirir mais um privilégio: o
controle político sobre o verde. Nesses países, o verde tornou-se sinal de
status social.
Os ricos e as elites
educadas moram próximos aos parques e jardins e em ruas arborizadas, enquanto
os pobres habitam as áreas mais poluídas e sem verde. As elites européias e
norte-americanas vêem a territorialidade da Amazônia como um privilégio, e o
querem para si. (BENTES, 2005: p. 228).
Em
1972, foi realizada a Conferência de Estocolmo com o objetivo de conscientizar
a sociedade a melhorar a relação com o meio ambiente e assim atender as
necessidades da população presente sem comprometer as gerações futuras. O
discurso ambiental da época gira em torno do conservacionismo, sendo muito
confinados e restritos, reduzidos a um pequeno grupo da sociedade civil e de
pessoas dentro da estrutura federal e estadual.
Os
grupos ambientalistas que crescem e se formam nessa época, sofrem influência de
seus pares nos Estados Unidos e Europa, adotando um sistema de valores que
representam um questionamento dos impactos da civilização urbano-industrial.
É interessante
ressaltar que não constava na agenda dessas organizações discussão de problemas
ligados ao crescimento populacional e déficit de saneamento. Nesse contexto, as
propostas ecologistas não tiveram grande influência sobre o futuro da sociedade
brasileira.
O
Brasil da década de 70 passava por um de seus maiores desenvolvimento
econômico, crescendo a uma taxa de 10% ao ano, foi nesse momento que a Amazônia
passou a ser alvo de tentativas de intervenções ambientalistas internacionais,
sob o argumento de que era as mudanças climáticas na região que interferiam no
clima do planeta.
O
discurso brasileiro na conferencial mundial pelo meio ambiente de Estocolmo foi
um tanto embaraçoso. O governo brasileiro acreditava ser a questão ambiental um
lastro nas ambições de países em desenvolvimento crescerem
economicamente.
Assim
o discurso ambientalista era visto no Brasil como um discurso
reacionário. As agências governamentais ambientais criadas na época tinham
um caráter muito mais de transpassar para as organizações internacionais e
outras nações de que o Brasil estava engajado nas questões ambientais.
Referências
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