quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014


AMAZÔNIA NA GUERRA FRIA

Olá,

Estamos de volta para abordar mais um tema de nossas aulas de História Contemporânea, e como estamos vindo de uma sequência de textos que abordam a guerra fria resolvemos continuar falando do tema,agora destacaremos um pouquinho o papel da Amazônia na guerra fria.

A Amazônia tem uma importância fundamental no cenário mundial tanto pelas vantagens econômicas da região, como pela necessidade de segurança, vital para qualquer esforço de integração regional, é  a maior floresta preservada do planeta, com extensão de mais de cinco milhões de km2, onde vivem cerca de 25% das espécies animais e vegetais da terra,despertando assim, não apenas os interesses econômicos de vários países , mas também seu desejo de adquirir mais um privilégio: o controle político sobre o verde. Nesses países, o verde tornou-se sinal de status social.

Os ricos e as elites educadas moram próximos aos parques e jardins e em ruas arborizadas, enquanto os pobres habitam as áreas mais poluídas e sem verde. As elites européias e norte-americanas vêem a territorialidade da Amazônia como um privilégio, e o querem para si. (BENTES, 2005: p. 228).

Em 1972, foi realizada a Conferência de Estocolmo com o objetivo de conscientizar a sociedade a melhorar a relação com o meio ambiente e assim atender as necessidades da população presente sem comprometer as gerações futuras. O discurso ambiental da época gira em torno do conservacionismo, sendo muito confinados e restritos, reduzidos a um pequeno grupo da sociedade civil e de pessoas dentro da estrutura federal e estadual.

Os grupos ambientalistas que crescem e se formam nessa época, sofrem influência de seus pares nos Estados Unidos e Europa, adotando um sistema de valores que representam um questionamento dos impactos da civilização urbano-industrial.

É interessante ressaltar que não constava na agenda dessas organizações discussão de problemas ligados ao crescimento populacional e déficit de saneamento. Nesse contexto, as propostas ecologistas não tiveram grande  influência sobre o futuro da sociedade brasileira.

O Brasil da década de 70 passava por um de seus maiores desenvolvimento econômico, crescendo a uma taxa de 10% ao ano, foi nesse momento que a Amazônia passou a ser alvo de tentativas de intervenções ambientalistas internacionais, sob o argumento de que era as mudanças climáticas na região que interferiam no clima do planeta.

O discurso brasileiro na conferencial mundial pelo meio ambiente de Estocolmo foi um tanto embaraçoso. O governo brasileiro acreditava ser a questão ambiental um lastro nas ambições de países em desenvolvimento crescerem economicamente. 

Assim o discurso ambientalista era visto no Brasil como um discurso reacionário. As agências governamentais ambientais criadas na época tinham um caráter muito mais de transpassar para as organizações internacionais e outras nações de que o Brasil estava engajado nas questões ambientais.
 
Referências
 

MIYAMOTO, Shiguenoli. Amazônia, Política e Defesa. >. Acesso em 10 Out 2013.
BONFIM, F. Fronteira amazônica e planejamento na época da Ditadura Militar. B.goiano.geogr. Goiânia, v. 30, n. 1, p. 13-33, jan./jun. 2010. BENTES, Rosineide. A intervenção do ambientalismo internacional na Amazônia. Estud. av. vol.19 no.54 São Paulo May/Aug. 2005. WORSTER, Donald. Para fazer História Ambiental. Estudos Históricos, v. 4, n. 8, 1991.
 
 

 

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